sábado, 19 de novembro de 2011

Para aumentar a competitividade...





Para a mentira ser segura
E ganhar profundidade
Tem de trazer á mistura
Qualquer coisa de verdade

António Aleixo







Agora a troika, os troikistas e os mais-troikistas-que-a-troika, anunciaram aquilo que já era esperado. Cortes nos salários, para … aumentar a competitividade das empresas, para … [salvar a pátria]
A competitividade depende de diversos factores:
1- Custo da matéria-prima
2- Custos das instalações
3- Gastos com a energia
4- Custo da mão-de-obra
5- Eficiência
6- Comercialização
Para aumentar a competitividade das empresas seria necessário:
1 – Baixar significativamente o IVA. Com custos acrescidos de 23 % na matéria-prima, à partida não pode existir competitividade.
2 – Os custos com as instalações, começando pela especulação imobiliária, são significativamente elevados e retiram ....competitividade
3 – A energia eléctrica e os combustíveis estão acrescidos de elevadíssimos impostos o que faz com que a energia em Portugal seja das mais caras do mundo. Com energia assustadoramente cara não existe competitividade possível.
4 – Os salários dos trabalhadores são dos mais baixos da Europa, não será por aí que existe perda de competitividade. A existência de significativos encargos com o pessoal deve-se ao facto de numa empresa com 400 trabalhadores existir um conselho de administração de 4 elementos a ganhar mais do que os 400 trabalhadores da empresa. A solução neste ponto seria reduzir os vencimentos dos gestores para níveis compatíveis com a realidade da empresa.
5 – A eficiência é a chave da competitividade. Trata-se de produzir uma determinada peça, num minuto, numa hora ou num dia. Porque geralmente os gestores são boys do partido, não são competentes e não sabem implementar eficiência.
6 – Quanto à comercialização, existe um velho truque. Baixar a cotação da moeda. Neste caso sair do euro (para o qual nunca se deveria ter entrado). Isso permitiria preços competitivos, aumentaria as exportações, levaria internamente a uma maior procura dos produtos nacionais e faria crescer a economia nacional.
Portanto o custo da mão-de-obra é um dos factores que influi no custo do produto final, mas na realidade portuguesa é precisamente o factor mais irrelevante, o menos significativo. Além de que será contraproducente. A perca de poder de compra dos trabalhadores irá conduzir a uma nova fase da recessão económica, irá agravar ainda mais a crise. Aliás, (como diz no cartaz do BE) isto não é crise coisa nenhuma. É um assalto.

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